O uso de robôs no judiciário é realmente o problema? Entenda mais sobre o tema

Recentemente uma decisão do TRT da 4ª Região criou polêmica a respeito do uso de robôs no judiciário. Esse tribunal determinou que vai limitar o número de acessos ao sistema do judiciário devido ao uso excessivo de robôs. A justificativa é que, supostamente, os robôs derrubam o tráfego no sistema ou o deixam mais lento.

Para quem não sabe, hoje em dia, robôs são utilizados para buscar informações a respeito dos processos judiciais com o objetivo de estruturar essas informações para que sejam utilizados por advogados. Essa tecnologia é altamente benéfica para os escritórios e também para a justiça como um todo.

Quer saber mais detalhes sobre o assunto? Acompanhe este texto e conheça mais informações sobre a decisão do TRT da 4ª Região e quais são as alternativas possíveis. Também conheça um pouco sobre como funciona a tecnologia de robôs e algumas iniciativas já adotadas em diversos tribunais.

O uso de robôs realmente é o problema?

Um parecer publicado recentemente pelo TRT da 4ª Região se baseou na ideia de que robôs estariam obstruindo o funcionamento do sistema judiciário online. Inclusive, o tribunal determinou que ficaria limitado a cada advogado o acesso a 1500 processos.

Esse tipo de ideia entra em confronto com a realidade tecnológica atual. Isso porque é preciso considerar que a utilização de robôs no sistema judiciário é algo que veio para ficar, considerando a relevância dos benefícios que tem trazido.

O que provavelmente está acontecendo é uma falta de compreensão pelo referido tribunal a respeito dessa tecnologia. Também há, aparentemente, um descompasso para encontrar medidas mais flexíveis.

Por exemplo, é possível que o tribunal disponibilize uma porta de acesso exclusiva, onde somente empresas cadastradas conseguem acessar o sistema em período não comercial. Isso quer dizer, por exemplo, que os robôs não fariam consultas durante o horário comercial, momento em que advogados e outros usuários costumam utilizar o sistema.

Ainda é possível recomendar ao tribunal que desenvolva uma espécie de bloqueio para as contas que desrespeitassem as regras dos horários determinados para consultas de advogados e robôs.

Como garantir a qualidade de acesso ao sistema judiciário?

É importante destacar que as empresas que desenvolvem os robôs que realizam buscas no sistema judiciário estão cumprindo uma demanda do mercado de escritório de advocacia. Há uma necessidade de advogados por informação tratada, estruturada e organizada e, para isso, eles recorrem a essas empresas que ajudam a melhorar o trabalho do escritório de advocacia.

Portanto, é preciso que o sistema judiciário compreenda a importância da utilização dos robôs e reconheça que essa realidade vai demandar mais eficiência no sistema. Mas sabe-se que os computadores que atendem aos tribunais públicos têm sofrido sobrecargas e ataques DDoS (negação de serviço distribuída). Sendo assim, é recomendável que seja feita uma melhora na infraestrutura do sistema, permitindo acesso livre a processos de forma pública e estruturada.

Para melhorar a performance, o Tribunal pode adotar a tecnologia Jurischain da BIPBOP, uma solução baseada em Blockchain, que dispensa recursos e tempo de funcionários, oferece estabilidade, infraestrutura e segurança, para que as pessoas e as empresas possam acessar os tribunais de acordo com as suas necessidade. A tecnologia Jurischain trará ao Poder Judiciário:

Qualidade

A tecnologia possibilita o fim das instabilidades nos sistemas que afetam juízes, advogados e partes do processos causadas por muitos acessos simultâneos.

Economia

Deixa de ser gasto muito dinheiro em banda de internet e servidores para suportar toda demanda dos tribunais. Além de períodos de ociosidade por indisponibilidade de plataforma.

Acesso à informação

A informação estará acessível ao grande público de forma mais justa. Empresas poderão consultar seus processos de forma mais amigável para elas. Sem necessidade de novas plataformas.

O que está por trás da tecnologia de uso de robôs?

O processo de busca de informações em sites e sistemas judiciários realizado por robôs é o que conhecemos como automatização de consulta e acompanhamento de processos. Esse procedimento é realizado graças a uma tecnologia chamada de web crawler.

Trata-se de um algoritmo ou robô que realiza o escaneamento de um site e busca registrar as informações colhidas em um consistente banco de dados. Essas informações podem ajudar o escritório jurídico a realizar análises descritivas e outros estudos por meio de buscas por palavra-chave em páginas oficiais dos tribunais.

Quais as vantagens da automação de consulta e acompanhamento de processos?

A automação de consulta e acompanhamento de processos traz vários benefícios para o escritório de advocacia. Veja alguns, a seguir.

Agilidade

As pesquisas em domínio público podem ser bastante trabalhosas, já que o volume de documentos é imenso e buscar com palavras-chave pode gerar dificuldades para encontrar os dados corretos.

Com o uso da automação, isso tudo pode ser mais facilitado. É possível consultar e acompanhar os processos utilizando os robôs, que operam de maneira ágil e inteligente, disponibilizando as informações corretas quando necessário.

Vantagem competitiva

Diante do grande volume de trabalho, o escritório de advocacia constantemente precisa encontrar maneiras de aproveitar melhor o tempo e ganhar mais velocidade. Assim, a empresa consegue atender mais clientes e maximizar os seus resultados.

A consulta e o acompanhamento de processos por meio automatizado é fundamental para garantir a vantagem competitividade do escritório. Isso porque a equipe não perde tempo se dedicando a fazer consultas de dados manuais e exaustivas. Além disso, a automatização reduz o risco de erros e retrabalhos. Nesse sentido, o escritório larga na frente de seus concorrentes.

Estratégias mais eficientes

Ao realizar o monitoramento de processos manualmente, é comum que as informações coletadas sejam pouco concisas. Nesse caso, a tomada de decisões em relação à interpretação dos dados é bastante morosa.

Uma alternativa mais ágil e eficaz é utilizar os robôs de automação de consulta e acompanhamento de processos judiciais. Eles conseguem integrar informação com qualidade e precisão, permitindo que o escritório desenvolva estratégias efetivas, criando oportunidades para o sucesso nos processos.

O uso de robôs no judiciário é algo novo?

Embora alguns tribunais tentem barrar o uso de robôs, impedindo o avanço da transformação digital no Direito, outros fazem uso dessa tecnologia para diversas atividades há algum tempo. Conheça algumas iniciativas a seguir:

  • TJRN: faz uso do robô Poti desde 2017 e 2018 para realizar execução fiscal e penhora de bens;
  • TJPE: a robô Elis faz a triagem de processos de execução fiscal e confere dados da Certidão de Dívida Ativa (CDA);
  • TJMG: o robô Radar ajuda magistrados a localizarem casos repetitivos e agrupá-los, procurando por palavras-chave;
  • TJRO: o robô Sinapses possui um banco de dados de 44 mil despachos, sentenças e julgamentos, e seleciona decisões anteriores sobre o mesmo tema;
  • TSE: desenvolveu um robô que atende os eleitores por mensagem direta.

Essas foram algumas informações sobre o uso de robôs no judiciário. Para a implementação correta de tecnologias nessa área, é fundamental buscar ajuda especializada de confiança. Somente uma empresa competente pode entregar os resultados que o seu negócio precisa sem deixar os dados da empresa desprotegidos.

Quer saber como a análise de dados pode ser interessante para alavancar o seu negócio? Leia agora mesmo este texto e conheça a relação entre mineração de dados e inteligência competitiva.

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